Tendências e novo mindset para o setor de viagens corporativas

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Como será o futuro do mercado de viagens corporativas, após a pandemia de covid-19? Com um cenário bastante incerto e mudanças acontecendo de um dia para o outro, não é tarefa fácil prever, mas há algumas perspectivas no horizonte. O futurista do setor de viagens corporativas, Johnny Thorsen, que vive na região de São Francisco, nos Estados Unidos, trouxe alguns insights e possibilidades para a indústria em sua palestra no 1º Festival Internacional de Viagens e Eventos Corporativos On-line, realizado pela Academia de Viagens Corporativas.

Em janeiro, Thorsen havia apresentado alguns pontos que poderiam prejudicar o mercado de viagens, que estava há muitos anos em crescimento. Entre eles estava a possibilidade de as aéreas não aceitarem mais cartões de crédito, os chatbots de inteligência artificial eliminarem a experiência do usuário e políticas de viagens baseadas em orçamentos de carbono. No entanto, ninguém imaginava que, dois meses depois, o mundo enfrentaria algo pior, como o novo coronavírus.

“Na última semana, o número de passageiros caiu 95% ao redor do mundo. Não teremos uma recuperação rápida e o mercado de viagens corporativas voltará mais devagar do que o de lazer. Só poderemos vencer este problema trabalhando juntos e dividindo as melhores práticas e tudo terá de ser ajustado empresa por empresa, região por região”, afirma.

SEIS TENDÊNCIAS
O especialista trouxe para os participantes do encontro on-line seis tendências que ele acredita que serão vistas em um futuro breve.

1. Definição de um novo protocolo de segurança
Mais do que nunca será necessário fazer uma verdadeira auditoria do desempenho de limpeza e higiene dos fornecedores, principalmente companhias aéreas, hotéis e locadoras de automóveis. Isso poderá ser feito por performances entregues por meio de dados, sem intervenção humana.

2. Novos procedimentos para aprovação antes da viagem
A viagem é importante o suficiente para justificar o exercício do planejamento? Planejar agora será caro, por isso surgirá o novo mindset sobre quando o deslocamento poderá e se deverá, de fato, acontecer. Tudo precisará ser documentado, pois cada país terá suas regras, que poderão mudar em questão de dois dias, e construído com a possibilidade de cancelamento.

3. Teste para covid-19 no dia da viagem (ou um dia antes)
Os aspectos de saúde do colaborador serão levados em conta a partir do momento que começarmos a viajar. Pode ser que um país exija apenas o uso de máscara, mas, em outro, seja preciso medir a temperatura. A companhia e o viajante permitem isso? A empresa precisará estar pronta para diferentes cenários.

4. Reuniões híbridas conectadas com presenciais
Será um novo ambiente para os encontros, com grupos de pessoas se encontrando pessoalmente, mas também virtualmente. Como planejar o evento com as pessoas que precisam se locomover até o local e as que ficarão em casa? Será necessário ter tecnologia para isso, pois só o Google Maps para calcular as distâncias não será suficiente. E os hotéis precisarão se adequar a essa nova realidade, oferecendo conexão e internet de ponta.

5. Pacote de proteção contra covid-19 à espera do viajante
Máscaras, luvas, kit para teste, como estes objetos serão entregues ao viajante corporativo? Ele mesmo levará seu kit? Ele será entregue no hotel, no aeroporto? Não há como saber como funcionará, mas esta questão dependerá de cada indivíduo e de suas escolhas pessoais.

6. Habilidades por destino para reduzir a necessidade de viagens
Para que haja menos deslocamentos, será necessário descobrir qual é a pessoa qualificada mais próxima do cliente em questão. Ter um arquivo com as habilidades dos funcionários para entrar na nova equação do planejamento dos deslocamentos.

Confira a matéria completa!

12/05/2020

Fonte: https://www.panrotas.com.br/viagens-corporativas/mercado/2020/05/tendencias-e-novo-mindset-para-o-setor-de-viagens-corporativas_173467.html