EU APOIO! O viajante paga pelo que usa no aéreo!

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O mundo mudou, isto é fato, e com isso a maneira de viajar também. Enquanto antes, quando viajávamos a negócios ou para eventos tínhamos que levar arquivos, pastas, livros e roupas muito mais pesadas em nossas malas de alça que iam ser despachadas, hoje temos uma realidade muito diferente, pois temos que carregar muito mais gadgets, laptops, carregadores e talvez por uma questão de agilidade, uma muda de roupa na mala de mão.
Em 2013, quando ainda presidente da ALAGEV(Associação Latino-americana de gestores de viagens e eventos corporativos), enviamos uma carta para ABEAR(Associação Brasileira das empresas aéreas), solicitando apoio na revisão da franquia de bagagem de mão junto as cias aéreas, pois os executivos das empresas associadas, que fazem viagens curtas, estavam encontrando muitas dificuldades para embarcar, por conta de 1, 2 ou 3 kgs excedentes na bagagem de mão.

A sociedade brasileira, está discutindo, por meio de audiência pública, patrocinada pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) uma revisão das condições gerais de transporte aéreo (CGTA), para beneficiar a livre iniciativa e a competitividade do setor comercial de passageiros no país.

Numa tendência mundial neste setor, da qual sou a favor, pois sempre falei que o melhor é que o preço da passagem aérea seja vinculado a segurança e transporte de viajantes, e que todos os serviços sejam cobrados a parte, assim quem dorme durante o voo não tem que pagar pela refeição daquele que quer comer ou aquele que leva bagagem de mão, pague pelo manuseio e peso do outro que despacha uma bagagem enorme.

Entre as medidas, estão mudanças no transporte de bagagens, com discussão sobre a liberação da franquia mínima obrigatória, que permitiria a prestação de um serviço mais customizado às necessidades de cada passageiro, além da alteração de outra regra, que é aquela que; quando “São Pedro” acorda de mau humor e temos um eventual atraso nos voos por causas meteorológicas, as companhias aéreas não serão mais responsabilizadas e obrigadas a arcar com comunicação, alimentação e hospedagem para os passageiros afetados. Isso não acontece em outros países!

Existem vários outros pontos em discussão que favorecem as cias aéreas e ao consumidor(viajante).
Passamos neste momento por uma crise que afeta a indústria de aviação nacional com o aumento de suas dívidas em dólar, queda de demanda, devolução de aeronaves, diminuição de malha aérea, etc.

Você o que pensa? Apoia estas mudanças, para garantirmos uma saudável concorrência, maior agilidade para o viajante e o mais importante a sustentabilidade das nossas cias aéreas?

Fonte: http://blog.panrotas.com.br/viagensemice/index.php/2016/05/05/eu-apoio-o-viajante-paga-pelo-que-usa-no-aereo/